Apneia do Sono

A apneia do sono tem tratamento eficaz e personalizado, capaz de restaurar o sono reparador, reduzir a sonolência diurna e elevar a qualidade de vida. O cuidado adequado também diminui riscos cardiovasculares associados, como hipertensão, arritmias e eventos cerebrovasculares.

Apneia do sono

A forma obstrutiva ocorre quando, durante o sono, os músculos da garganta relaxam e estreitam a via aérea, levando a ronco alto, pausas respiratórias e microdespertares que fragmentam o repouso. Sem tratamento, aumentam as chances de pressão alta, alterações do ritmo cardíaco, acidente vascular cerebral, resistência à insulina e queda de desempenho e atenção.

Diagnóstico preciso

A confirmação é feita por estudo do sono, em laboratório com polissonografia ou por teste domiciliar em casos selecionados, sempre acompanhado por avaliação clínica especializada. Esse mapeamento define a gravidade e orienta a escolha terapêutica de forma individualizada.

Tratamentos não cirúrgicos

A pressão positiva nas vias aéreas é considerada tratamento de primeira escolha para a maioria dos pacientes, com diferentes interfaces de máscara e modos como CPAP, autotitulação e bilevel, ajustados ao conforto e à necessidade. Recursos como umidificação, seleção cuidadosa de máscara e estratégias educativas aumentam a adesão e potencializam os resultados clínicos. Em quadros leves a moderados, ou quando há intolerância ao CPAP, dispositivos orais confeccionados por dentista do sono avançam a mandíbula ou estabilizam a língua, ampliando a via aérea durante o sono.

Mudanças de estilo de vida e medidas complementares

Controle de peso, atividade física regular, redução de álcool à noite e otimização da respiração nasal compõem a base de qualquer plano terapêutico. Em casos com sobrepeso importante, programas estruturados de perda de peso, inclusive com suporte medicamentoso quando indicado, podem atenuar sintomas e reduzir a gravidade. Em apneia posicional, tecnologias que estimulam a mudança de decúbito ajudam a manter o sono em posição lateral e podem ser usadas isoladamente ou combinadas a outras terapias.

Cirurgia e tecnologias avançadas

Quando as abordagens conservadoras não alcançam a resposta desejada, opções cirúrgicas são consideradas para corrigir obstruções anatômicas do nariz, palato, amígdalas, base de língua e esqueleto facial. Entre as possibilidades estão procedimentos palatais de nova geração, faringoplastias laterais e de expansão do esfíncter faríngeo, além do avanço maxilomandibular em casos específicos. A faringoplastia com sutura barbada reposiciona e sustenta o palato e as paredes laterais da faringe, distribuindo tensão de forma mais uniforme, com menor trauma tecidual e recuperação geralmente mais ágil, sendo especialmente útil no colapso retropalatal. A cirurgia robótica transoral da faringe e base da língua, conhecida como TORS, permite ressecções precisas sob visão ampliada para tratar colapsos retrolinguais e alterações da epiglote em perfis anatômicos adequados, integrando-se a planos cirúrgicos de via aérea com alta previsibilidade.

Seleção de candidatos e personalização

A endoscopia do sono induzido por sedação (DISE) é uma ferramenta valiosa para identificar, com precisão, níveis e padrões de colapso da via aérea, diferenciando obstruções palatais, retrolinguais e laríngeas, inclusive em múltiplos níveis. Esses achados orientam a indicação de dispositivos orais, definem o papel da cirurgia e ajudam a selecionar, com segurança, técnicas como faringoplastias com sutura barbada e TORS. Essa jornada diagnóstica e terapêutica coordenada prioriza eficácia, conforto e segurança, com planejamento sob medida para cada paciente.

Acompanhamento e resultados

O seguimento estruturado nas primeiras semanas é decisivo para consolidar a adesão, resolver desconfortos e monitorar desfechos como sonolência diurna, controle pressórico e qualidade do sono. Intervenções educativas e suporte técnico favorecem o uso consistente dos dispositivos e a recuperação pós-operatória, traduzindo-se em queda dos eventos respiratórios e melhora funcional sustentada. Com plano individualizado e monitorização contínua, a maioria dos pacientes experimenta ganho significativo de bem-estar e proteção cardiovascular.

Quando procurar avaliação

Sinais de alerta incluem ronco alto, pausas respiratórias observadas, engasgos noturnos, cefaleia matinal e sonolência excessiva, especialmente ao dirigir ou em reuniões. A orientação é buscar avaliação com especialista em sono para confirmar o diagnóstico e definir a melhor combinação terapêutica para o seu perfil. Quanto antes o cuidado, maior o potencial de recuperar energia, produtividade e qualidade de vida.

Atendimento

No consultório do Dr. José Eduardo Marcondes, referência em otorrinolaringologia com ampla experiência, o cuidado com a apneia do sono é integral, preciso e humano, do diagnóstico avançado ao tratamento personalizado. O atendimento ocorre em endereços de excelência em São Paulo e Alphaville, com infraestrutura e equipe preparados para acolher um público exigente, focados em segurança, conforto e resultados