Apneia obstrutiva do sono
Cirurgia Robótica (TORS)
Cirurgia realizada pela boca, sem cortes externos, com a plataforma Da Vinci, para tratar com precisão as obstruções de difícil acesso da via aérea, como a base da língua.
~2hde duração
Anestesia geralpela cavidade oral
Sem cortesexternos
12×de magnificação em 3D
O que é a cirurgia robótica para apneia do sono
A TORS (Transoral Robotic Surgery) é um procedimento de última geração que utiliza a plataforma tecnológica Da Vinci para tratar a síndrome da apneia obstrutiva do sono.
O sistema permite ao cirurgião realizar intervenções precisas através da cavidade oral, sem necessidade de cortes externos, proporcionando resultados superiores e com menor risco de complicações.
A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por interrupções repetidas da respiração durante o sono, causadas pelo fechamento ou estreitamento das vias aéreas superiores. Não tratada, pode levar a complicações graves como hipertensão arterial, arritmias cardíacas, infartos e acidentes vasculares cerebrais.
Tecnologia Da Vinci: precisão e segurança
A visualização tridimensional em alta definição, com magnificação de até 12 vezes, permite uma precisão cirúrgica incomparável, especialmente em áreas de difícil acesso como a base da língua e a hipofaringe.
A tecnologia elimina tremores naturais das mãos e oferece movimentos extremamente delicados. Os instrumentos articulados superam a mobilidade da mão humana, permitindo trabalhar em espaços reduzidos da cavidade oral com máxima segurança e controle.
Quem pode fazer a cirurgia robótica
A TORS é especialmente indicada para pacientes com apneia do sono que não obtiveram sucesso com tratamentos conservadores.
- Dificuldade de adaptação ao CPAP ou a aparelhos intraorais
- Obstrução significativa na base da língua, identificada por nasofibroscopia ou tomografia
- Hipertrofia de tonsila lingual
- Bom tônus muscular, mas com obstruções mecânicas específicas na hipofaringe
A indicação é sempre individual e depende da avaliação anatômica da sua via aérea.
Avaliação pré-operatória
O sucesso da cirurgia depende de um diagnóstico preciso: exame físico, análise da polissonografia e avaliação anatômica com tomografia e/ou nasofibroscopia. Essa etapa identifica quais estruturas causam a obstrução e determina a técnica mais adequada ao seu caso.
A cirurgia
Realizada sob anestesia geral, com cerca de 2 horas de duração. O cirurgião opera através da cavidade oral, com os braços robóticos removendo os tecidos obstrutivos, sobretudo na parede lateral, na base da língua e nas tonsilas linguais.
Resultados
A visualização 3D permite preservar estruturas importantes, como nervos e vasos. A precisão dos movimentos possibilita a ressecção com menor lesão tecidual, reduzindo complicações e aumentando a eficácia.
Benefícios da técnica robótica
A principal vantagem é a maior precisão cirúrgica, com menor risco de lesão a estruturas importantes. O procedimento resulta em menor sangramento durante e após a cirurgia, com resultados mais previsíveis, especialmente nas reduções da base da língua.
A TORS apresenta taxas de sucesso superiores às técnicas tradicionais de uvulopalatofaringoplastia, pois além da precisão alcançada e do acesso a locais difíceis como a base da língua, pode ser associada a outros procedimentos, como a faringoplastia expansora (parede lateral) e a sutura barbada (palato).
Perguntas frequentes sobre a TORS
O que é a cirurgia robótica TORS para apneia do sono?
A TORS, sigla para Transoral Robotic Surgery, é uma técnica cirúrgica realizada pela boca, sem incisões externas, usada no tratamento de casos selecionados de apneia obstrutiva do sono. Ela permite tratar com precisão áreas de difícil acesso da via aérea superior, especialmente a base da língua e outras regiões retrolinguais, dentro de um planejamento cirúrgico individualizado.
Quem é candidato à cirurgia robótica TORS?
A TORS pode ser indicada para pacientes com apneia obstrutiva do sono confirmada, principalmente quando existe obstrução importante na base da língua ou em outros segmentos da hipofaringe. Em geral, a indicação é considerada quando há intolerância, má adaptação ou resposta insuficiente ao CPAP ou ao aparelho intraoral, sempre após avaliação anatômica detalhada da via aérea.
Quanto tempo dura a cirurgia?
O procedimento é realizado sob anestesia geral e, em média, dura cerca de 2 horas, podendo variar conforme a anatomia do paciente e a associação com outras técnicas no mesmo ato cirúrgico. Quando necessário, a cirurgia pode ser combinada a outros procedimentos de tratamento da apneia, de acordo com o padrão de obstrução identificado na avaliação pré-operatória.
Quais exames são necessários antes da cirurgia?
A avaliação pré-operatória costuma incluir exame clínico especializado, análise da polissonografia e estudo anatômico da via aérea superior. A nasofibroscopia é útil na avaliação inicial e, em casos selecionados, a endoscopia do sono induzido por sedação (DISE) pode ajudar a identificar com maior precisão os níveis de colapso e a definir a melhor estratégia cirúrgica.
A TORS tem mais sucesso que outras cirurgias para apneia?
A TORS apresenta taxas de sucesso superiores às técnicas tradicionais de uvulopalatofaringoplastia, principalmente por permitir acesso à base da língua. A precisão dos braços robóticos (com visualização 3D e magnificação de até 12 vezes) também resulta em menor sangramento e menos lesão a estruturas como nervos e vasos.
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Dr. José Eduardo Marcondes, médico otorrinolaringologista, CRM-SP 107.711, RQE 43.840. Este conteúdo é informativo, não substitui a consulta médica e não dispensa a conduta definida pelo seu médico.
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