Hipertrofia de Adenóides em Crianças

Hipertrofia de adenoide em crianças é o aumento das adenoides na nasofaringe, capaz de obstruir a respiração nasal, predispor a infecções de ouvido e interferir no sono e no desenvolvimento infantil.

A avaliação precoce e o manejo individualizado com otorrinolaringologista evitam complicações e devolvem qualidade de vida à criança.

O que é ?

As adenoides são tecidos linfáticos localizados atrás do nariz que crescem principalmente na infância e, quando aumentados, podem bloquear a passagem de ar, favorecer roncos e apneia do sono, além de alterar a ventilação do ouvido médio. O volume costuma ser maior entre a fase pré‑escolar e os primeiros anos escolares e tende a regredir na adolescência, embora a intensidade dos sintomas varie conforme a criança e o tamanho relativo da via aérea.

Sintomas e sinais

  • Respiração bucal crônica, ronco habitual e pausas respiratórias durante o sono, frequentemente com sono agitado ou despertares.
  • Obstrução nasal persistente e voz anasalada (hiponasal) com fala “abafada”.
  • Otites de repetição ou líquido no ouvido médio com possível perda auditiva condutiva e dificuldade de atenção na escola.
  • Halitose, rinossinusites recorrentes e, em alguns casos, sangramento nasal.
  • Alterações dentofaciais por respiração bucal crônica, como mordida aberta e arcada dentária projetada, especialmente quando o problema é prolongado.

​Complicações

A obstrução crônica pode evoluir para distúrbios respiratórios do sono, inclusive apneia obstrutiva, com impacto em comportamento, aprendizado e qualidade de vida da criança.

A persistência do quadro aumenta a chance de otite média com efusão, infecções de ouvido recorrentes e sinusites, além de alterações de fala e ressonância vocal. Em situações graves e prolongadas, há risco de repercussões cardiopulmonares associadas à obstrução da via aérea superior.

Prevalência

A hipertrofia adenoideana é comum na infância, período em que as adenoides naturalmente são maiores e clinicamente relevantes. Estudos populacionais mostram prevalência variável a depender do método diagnóstico e da faixa etária, e observam que o desenvolvimento atinge pico em idades pré‑escolares com declínio gradual na adolescência, o que explica por que alguns casos melhoram com o crescimento.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e endoscópico: a nasofibrolaringoscopia flexível no consultório é o padrão para visualizar diretamente a adenoide e graduar a obstrução. Radiografia lateral do pescoço pode ser considerada quando a criança não tolera o exame endoscópico, embora tenha limitações frente à visualização direta.

Na suspeita de apneia do sono, o estudo do sono auxilia na estratificação da gravidade e na decisão terapêutica, especialmente quando os sintomas são desproporcionais ao achado local.

Tratamento

Medidas clínicas incluem higiene nasal com solução salina, controle de alergias e corticoide intranasal, que podem melhorar sintomas e reduzir o volume adenoideano em parte dos casos.

Em situações selecionadas, antileucotrienos como montelucaste podem reduzir sintomas e tamanho da adenoide, sobretudo em quadros leves de distúrbio respiratório do sono, sempre sob indicação médica.

Antibióticos têm papel apenas quando há infecção bacteriana associada, não sendo úteis para a hipertrofia isolada.

Quando há obstrução nasal importante, distúrbio respiratório do sono, otite média com derrame persistente ou rinossinusite crônica refratária, indica‑se adenoidectomia, isolada ou associada à tonsilectomia conforme a avaliação do conjunto adenotonsilar. A adenoidectomia é realizada em regime de hospital dia, com recuperação breve, e complicações como sangramento e insuficiência velofaríngea são raras e, quando ocorrem, em geral transitórias.

Quando procurar atendimento?

Se a criança ronca de forma habitual, respira pela boca, apresenta pausas respiratórias, sono inquieto, queda de rendimento escolar, otites de repetição ou dificuldade auditiva, a avaliação com otorrinolaringologista é recomendada. O exame endoscópico em consultório permite confirmar o diagnóstico e discutir, com a família, o melhor caminho terapêutico para cada caso.

Cuidado especializado

O atendimento com otorrinolaringologista experiente em hipertrofia de adenoides e distúrbios do sono em crianças garante diagnóstico preciso, manejo clínico criterioso e indicação cirúrgica quando realmente necessária. No consultório do Dr. José Eduardo Marcondes, a avaliação contempla desde medidas clínicas até cirurgias como adenoamigdalectomia quando indicada, com foco em segurança, conforto e retorno funcional da criança.

Para famílias de São Paulo e região, há unidade em Alphaville, na Faria Lima e no Morumbi , facilitando o acesso a uma avaliação completa e humanizada.

Perguntas frequentes sobre Hipertrofia de Adenoides

O que são as adenoides e por que aumentam em crianças?

As adenoides são tecidos localizados atrás do nariz, na região da nasofaringe, e fazem parte do sistema de defesa do organismo. Na infância, elas podem aumentar de tamanho com mais facilidade, especialmente durante fases de maior estímulo imunológico, e isso pode causar obstrução da passagem de ar.

Quais sinais indicam hipertrofia de adenoides em crianças?

Os sinais mais comuns incluem respiração pela boca, ronco frequente, sono agitado, obstrução nasal persistente, fala anasalada e episódios repetidos de otite ou sinusite. Em casos prolongados, também podem surgir mau hálito, dificuldade escolar relacionada ao sono ruim e alterações no desenvolvimento da face.

Como é feito o diagnóstico de hipertrofia de adenoides?

O diagnóstico é feito pela avaliação clínica e pelo exame otorrinolaringológico. A nasofibroscopia permite visualizar diretamente a adenoide e avaliar o grau de obstrução, sendo um exame muito útil no consultório; quando ela não é possível, a radiografia lateral pode ser considerada em casos selecionados.

Quando a cirurgia da adenoide é indicada?

A adenoidectomia pode ser indicada quando a criança apresenta obstrução nasal importante, distúrbios respiratórios do sono, otites de repetição com líquido no ouvido ou rinossinusite crônica refratária. A decisão depende da intensidade dos sintomas, do impacto na qualidade de vida e da avaliação individualizada de cada caso.

A hipertrofia de adenoides melhora sozinha com o crescimento?

Em muitos casos, as adenoides tendem a diminuir naturalmente ao longo do crescimento. No entanto, quando causam obstrução persistente, alterações do sono, infecções recorrentes ou impacto no desenvolvimento da criança, a avaliação especializada é importante para definir se vale observar ou tratar antes que ocorram complicações.