Categoria: Garganta e ouvido

Amígdalas, dor de garganta, ouvido e pressão — condições do dia a dia da otorrinolaringologia.

  • Amigdalectomia com Radiofrequência : O que é e quais são as vantagens?

    Amigdalectomia com Radiofrequência : O que é e quais são as vantagens?

    Coblation é uma tecnologia que utiliza radiofrequência em meio salino para gerar um campo de plasma capaz de dissolver o tecido de forma precisa e com baixa transferência de calor, preservando estruturas vizinhas. Na cirurgia das amígdalas, isso permite menor trauma, controle rigoroso de sangramento e recuperação mais confortável, com especial destaque para a amigdalectomia intracapsular realizada com radiofrequência por coblation.

    O que é coblation?

    Coblation significa ablação controlada do tecido por um campo de plasma criado na ponta do instrumento em solução salina. Diferente do bisturi elétrico convencional, a energia atua em temperaturas mais baixas, desagregando ligações moleculares do tecido em vez de queimar, reduzindo dano térmico colateral e preservando planos anatômicos.

    Equipamento de radiofrequência coblation utilizado na cirurgia das amígdalas

    Como a radiofrequência funciona?

    A radiofrequência é uma corrente alternada que, ao interagir com soro fisiológico, forma um plasma estável que fragmenta o tecido alvo com excelente hemostasia. O controle de potência e a irrigação contínua mantêm o campo limpo e mais frio, favorecendo uma dissecção delicada e visão nítida durante todo o procedimento.

    Vantagens na cirurgia das amígdalas

    • Menor dor pós-operatória graças à baixa difusão térmica e à preservação de mucosa e músculos adjacentes.
    • Menos sangramento intra e pós-operatório pela coagulação eficiente das microvasculaturas durante a ablação.
    • Recuperação mais rápida, com retorno às atividades de forma segura e previsível.
    • Precisão superior em áreas delicadas, reduzindo edema, exsudato e crostas espessas nas fossas amigdalinas.
    • Menor necessidade de cauterizações adicionais, diminuindo irritação de mucosa e odor pós-operatório.

    Intracapsular vs extracapsular

    • Amigdalectomia intracapsular: remove o parênquima amigdalino e preserva uma fina camada de cápsula, o que tende a reduzir dor, sangramento e espasmo muscular, mantendo a mucosa mais íntegra e favorecendo a cicatrização. É especialmente útil em hipertrofia com distúrbios respiratórios do sono e em pacientes que priorizam um pós-operatório mais confortável.
    • Amigdalectomia extracapsular: remove toda a amígdala com sua cápsula, indicada quando há amigdalites de repetição refratárias, cáseos persistentes com halitose, abscessos prévios ou alterações crônicas estruturais. Pode oferecer menor chance de recidiva infecciosa quando o foco é eminentemente infeccioso e persistente.

    Amigdalectomia intracapsular com radiofrequência

    Na técnica intracapsular, a radiofrequência por coblation permite reduzir o volume tonsilar de forma controlada, preservando a cápsula como uma “camada de proteção” que diminui a exposição de terminações nervosas e, consequentemente, a dor. O refinado controle térmico minimiza lesão dos músculos constritores e mantém a função de deglutição mais preservada, favorecendo hidratação e alimentação precoces. Em mãos experientes, combina resultados funcionais consistentes para via aérea e sono com um perfil de recuperação mais confortável e previsível.

    Ilustração da amigdalectomia intracapsular com radiofrequência preservando a cápsula

    Para quem é indicada

    A amigdalectomia intracapsular com radiofrequência é especialmente indicada para crianças e adultos com hipertrofia tonsilar associada a ronco e apneia do sono, dificuldade respiratória, deglutição comprometida ou impacto na qualidade de vida. Também é adequada para quem busca redução de volume com menor dor e menor risco de sangramento, inclusive em pacientes que precisam retomar atividades profissionais e esportivas com mais rapidez.

    Pontos a considerar

    Embora rara, pode haver persistência mínima de tecido tonsilar profundo com possibilidade de crescimento futuro em situações específicas. Quando há histórico de infecções de repetição importantes, cáseos intensos ou abscessos prévios, pode-se avaliar se a abordagem extracapsular é mais apropriada para eliminar completamente o foco.

    Como é o pós-operatório

    Com anestesia geral e alta, em geral, no mesmo dia, o plano analgésico estruturado prioriza conforto e segurança. A preservação da cápsula reduz a intensidade da dor, facilita hidratação, alimentação macia precoce e diminui o risco de sangramento tardio, favorecendo uma cicatrização mais tranquila. O retorno às rotinas é personalizado, considerando profissão, esporte e demandas do paciente.

    Por que escolher o Dr. José Eduardo Marcondes

    Com mais de duas décadas de experiência, foco em resultados funcionais da via aérea superior e domínio de tecnologias de energia, o Dr. José Eduardo Marcondes oferece abordagem precisa, segura e personalizada. O atendimento em endereços de referência em São Paulo ( no Itaim e Morumbi) e em Alphaville reúne conforto, tecnologia atual e equipe preparada para acompanhar cada etapa do cuidado.

    Agende sua avaliação

    Se ronco, apneia do sono, dificuldades de deglutição ou hipertrofia tonsilar comprometem seu bem-estar, a avaliação especializada define a melhor estratégia cirúrgica para o seu caso. Agende sua consulta para discutir, com tranquilidade, se a amigdalectomia intracapsular com radiofrequência é a opção mais adequada para seus objetivos e estilo de vida.

    Avaliação otorrinolaringológica para amigdalectomia com radiofrequência

    Dr. José Eduardo Marcondes, médico otorrinolaringologista, CRM-SP 107.711, RQE 43.840. Este conteúdo é informativo, não substitui a consulta médica e não dispensa a conduta definida pelo seu médico.

    Sobre o autor

    Dr. José Eduardo Marcondes

    Médico Otorrinolaringologista · CRM-SP 107.711 · RQE 43.840

    Formado e residente pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), com mais de duas décadas de experiência. Focado no tratamento do ronco e da apneia do sono, obstrução nasal, sinusite crônica, adenoides e amígdalas, em adultos e crianças. Membro da ABORL-CCF e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Vila Nova Star e São Luiz.

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  • Minha orelha dói quando voo de avião. Por que isso acontece?

    Minha orelha dói quando voo de avião. Por que isso acontece?

    A tuba auditiva é o canal que liga o ouvido médio ao nariz e à garganta e funciona como uma válvula que se abre em momentos como engolir, bocejar ou mastigar para equalizar a pressão do ouvido com a do ambiente. Quando essa equalização falha, especialmente em mudanças rápidas de altitude, surge dor, sensação de ouvido tampado e estalos, fenômeno muito comum em voos e ao descer a serra.

    Ilustração de dor de ouvido durante voo de avião

    A tuba auditiva e seu papel

    A cada vez que engolimos ou bocejamos, a tuba auditiva permite a entrada e saída de ar no ouvido médio, mantendo o tímpano em posição confortável e preservando a audição. Se a mucosa do nariz e da nasofaringe está inflamada por rinite, sinusite ou resfriado, essa passagem de ar pode ficar prejudicada e a tuba tende a “travar”, gerando pressão negativa ou positiva no ouvido.

    Por que dói no avião e na serra

    Na cabine do avião ou em estradas de serra, a pressão atmosférica muda rapidamente. Se a tuba não abre no ritmo certo, cria-se um desbalanço de pressão que puxa ou empurra o tímpano, causando dor, plenitude e redução temporária da audição. A descida costuma ser o momento mais crítico no avião, pois a pressão externa aumenta e o ouvido precisa de uma abertura eficiente da tuba para compensar.

    Variação de pressão no ouvido durante voo e descida de serra

    O que é otite média serosa

    Otite média serosa é o acúmulo de líquido atrás do tímpano sem sinais de infecção aguda, geralmente decorrente de disfunção da tuba auditiva após resfriados, alergias ou episódios de barotrauma por variação de pressão. Esse líquido reduz a mobilidade do tímpano e da cadeia ossicular, levando a audição abafada, sensação de ouvido cheio e estalos ao engolir.

    Otite média serosa: líquido acumulado atrás do tímpano

    Sintomas que merecem atenção

    Sensação de ouvido tampado, pressão ou plenitude, com estalos ao bocejar ou engolir.

    Audição reduzida ou flutuante, zumbido e, às vezes, leve desequilíbrio, principalmente após voos, descidas de serra ou infecções de vias aéreas superiores.

    Dor que piora em mudanças de altitude ou ao tentar equalizar a pressão.

    Como é feito o diagnóstico

    A avaliação otorrinolaringológica observa a posição e a mobilidade do tímpano e a presença de sinais de líquido no ouvido médio. Exames como timpanometria e audiometria ajudam a confirmar o acúmulo seroso e a quantificar a perda auditiva condutiva, orientando a melhor conduta. Em adultos, quadros unilaterais persistentes pedem investigação cuidadosa da nasofaringe e de fatores que obstruem a tuba.

    Tratamento e prevenção

    Muitos casos de otite média serosa se resolvem de forma espontânea com a recuperação da função da tuba, por isso a observação ativa, o controle de rinite e medidas de autoinsuflação são estratégias iniciais frequentes.

    Durante voos ou descidas de serra, engolir repetidamente, mascar chiclete, bocejar e realizar manobras suaves de equalização ajudam a abrir a tuba. É importante fazê-las sem força excessiva.

    Evitar viajar com nariz muito obstruído e, quando indicado pelo especialista, usar sprays nasais ou descongestionantes por curto período pode reduzir o risco de barotrauma. Tampões com filtro próprios para voo podem ser úteis em pessoas sensíveis a variações de pressão.

    Quando o líquido persiste e compromete a qualidade de vida, opções como tubos de ventilação no tímpano podem restaurar a aeração do ouvido médio. Em casos selecionados, especialmente com disfunção tubária crônica, a dilatação da tuba auditiva pode ser considerada após avaliação individualizada. Em crianças, isso se relaciona ao tema de quando é preciso colocar o tubinho.

    Quando procurar um otorrino

    Procure atendimento se houver dor intensa, secreção pelo ouvido, tontura importante, febre, ou se a sensação de ouvido tampado e a perda auditiva persistirem além do esperado após um voo ou resfriado. Crianças, gestantes, pessoas que voam com frequência ou com histórico de problemas de ouvido se beneficiam de orientação preventiva personalizada antes de viagens. Recaídas ou sintomas prolongados merecem avaliação detalhada para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado.

    Cuidado especializado em São Paulo ( Itaim e Morumbi) e Alphaville

    Para quem enfrenta dor no avião, desconforto ao descer a serra ou sensação recorrente de ouvido tampado, uma avaliação criteriosa permite identificar a causa e escolher a melhor abordagem, do manejo clínico à intervenção quando necessário. Com experiência de longa data em otorrinolaringologia e atendimento em endereços de referência no Itaim, Morumbi e Alphaville, o consultório do Dr. Jose Eduardo Marcondes oferece diagnóstico preciso e um plano personalizado para devolver conforto e segurança às suas viagens e ao seu dia a dia. Agende sua consulta e tenha uma orientação completa, focada no seu caso.

    Dr. José Eduardo Marcondes, médico otorrinolaringologista, CRM-SP 107.711, RQE 43.840. Este conteúdo é informativo, não substitui a consulta médica e não dispensa a conduta definida pelo seu médico.

    Sobre o autor

    Dr. José Eduardo Marcondes

    Médico Otorrinolaringologista · CRM-SP 107.711 · RQE 43.840

    Formado e residente pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), com mais de duas décadas de experiência. Focado no tratamento do ronco e da apneia do sono, obstrução nasal, sinusite crônica, adenoides e amígdalas, em adultos e crianças. Membro da ABORL-CCF e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Vila Nova Star e São Luiz.

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