Categoria: Nariz e respiração

Obstrução nasal, desvio de septo, cornetos, rinite e sinusite: por que o nariz entope e o que fazer.

  • Corrida e Obstrução nasal: como voltar a respirar bem e render mais

    Corrida e Obstrução nasal: como voltar a respirar bem e render mais

    Respirar bem pelo nariz é essencial para quem corre. O fluxo nasal adequado aquece, filtra e umidifica o ar, melhora a sensação de conforto e contribui para uma troca gasosa mais eficiente, o que se traduz em melhor rendimento e menor fadiga ao longo do treino e das provas.

    Corredor respirando durante treino de corrida ao ar livre

    Rinite alérgica e exercício

    A rinite alérgica é uma das principais causas de obstrução nasal em corredores. A exposição a pólen, poeira, ácaros e pelos de animais inflama a mucosa nasal, levando a congestão, espirros e coceira justamente quando o corpo precisa de maior fluxo de ar. Durante a corrida, esse inchaço interno reduz o calibre das cavidades nasais e favorece a respiração bucal, que é menos eficiente e mais desconfortável, especialmente em dias frios ou secos.

    Obstrução nasal e o impacto na performance da corrida

    Quando o nariz não ventila bem, aumenta a necessidade de inspirar pela boca, o que tende a elevar a percepção de esforço e a frequência respiratória. Isso pode resultar em sensação precoce de cansaço, queda no ritmo, piora da qualidade do sono por congestão noturna e menor recuperação entre treinos. Em provas longas, a respiração bucal exclusiva também favorece boca seca, dor de garganta e maior desconforto térmico, fatores que minam a consistência do desempenho.

    Benefícios do tratamento clínico

    O manejo clínico bem conduzido reduz inflamação e edema da mucosa, devolvendo a passagem de ar pelo nariz. Soluções salinas, corticoides intranasais e anti-histamínicos, associados a estratégia de controle ambiental e ajuste de horários de treino conforme os gatilhos alérgicos, costumam melhorar muito o conforto respiratório. Em casos selecionados, a imunoterapia alérgeno‑específica pode reduzir a reatividade nasal ao longo do tempo, trazendo estabilidade dos sintomas e maior previsibilidade de performance.

    Tratamento clínico da obstrução nasal para melhorar a respiração na corrida

    Dilatadores nasais durante a corrida

    Os dilatadores nasais podem ser aliados úteis para corredores que sentem piora do fluxo aéreo em esforços mais intensos. Há duas categorias principais: as tiras adesivas externas, que tracionam suavemente as asas do nariz para fora, e os dispositivos internos, geralmente de silicone, que mantêm a válvula nasal aberta. Em ambos os casos, o objetivo é reduzir o colapso da parede lateral e facilitar a entrada de ar, especialmente em sprints, subidas e dias secos ou frios.

    Na prática, eles oferecem efeito imediato, são acessíveis e podem diminuir a sensação de sufoco, a necessidade de respirar pela boca e o desconforto de boca seca. Funcionam melhor quando a rinite está controlada e existe um componente leve de fraqueza valvar, servindo como estratégia complementar em treinos, provas e períodos de maior exposição a gatilhos alérgicos. É importante testar modelos e tamanhos, observar a tolerância cutânea às tiras e o conforto dos dispositivos internos, sempre mantendo a higiene nasal e o tratamento clínico indicado pelo especialista.

    Como toda solução externa, seu efeito é temporário e a resposta é individual. Eles não corrigem causas estruturais de obstrução, como desvio de septo, hipertrofia de cornetos ou colapso significativo da válvula nasal. Se a dependência do dilatador para correr se torna constante, uma avaliação otorrinolaringológica detalhada é recomendada para definir um plano definitivo. Inclusive, a boa resposta aos dilatadores pode ser um indicativo de que o reforço valvar cirúrgico trará benefício sustentado; em casos de colapso durante inspirações vigorosas, o enxerto alar batten estabiliza a válvula nasal, oferecendo melhora duradoura do conforto respiratório sem comprometer a estética.

    Dilatador nasal como auxílio para respirar melhor durante a corrida

    Quando a cirurgia entra em cena

    Nem toda obstrução é apenas inflamatória. Desvio de septo, hipertrofia de cornetos e fraqueza estrutural da válvula nasal podem manter a congestão mesmo com tratamento clínico otimizado. A correção cirúrgica, quando indicada, tem como objetivo restaurar a anatomia e a função, permitindo que a via nasal suporte o aumento do fluxo aéreo do esforço sem colapsar. Procedimentos como septoplastia, redução de cornetos e reforço da válvula nasal são individualizados, com foco em resultado funcional duradouro e retorno seguro às atividades.

    Alar batten no esforço intenso

    Em muitos corredores, o fechamento da válvula nasal externa durante inspirações vigorosas é o ponto crítico da obstrução. O enxerto alar batten atua como um reforço discreto da parede lateral do nariz, evitando o colapso durante o pico de fluxo aéreo. Na prática, isso significa entrada de ar mais livre nas acelerações e subidas, menor sensação de sufoco, redução da dependência da respiração bucal e maior conforto em ritmos altos. Além do benefício funcional, o reforço bem planejado preserva a estética nasal, aspecto fundamental para quem busca solução completa e definitiva.

    Reforço da válvula nasal com enxerto alar batten para o esforço intenso

    Próximo passo

    Se a obstrução nasal está limitando seus treinos e atrapalhando seu desempenho na corrida, uma avaliação minuciosa com endoscopia nasal e teste funcional direciona o plano ideal para você, do controle clínico avançado à correção estrutural quando necessária. O consultório do Dr. José Eduardo Marcondes, otorrinolaringologista com mais de duas décadas de experiência, oferece cuidado personalizado em endereços de excelência em São Paulo e Alphaville. Agende sua consulta e volte a correr respirando pelo nariz, com conforto, segurança e alta performance.

    Dr. José Eduardo Marcondes, médico otorrinolaringologista, CRM-SP 107.711, RQE 43.840. Este conteúdo é informativo, não substitui a consulta médica e não dispensa a conduta definida pelo seu médico.

    Sobre o autor

    Dr. José Eduardo Marcondes

    Médico Otorrinolaringologista · CRM-SP 107.711 · RQE 43.840

    Formado e residente pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), com mais de duas décadas de experiência. Focado no tratamento do ronco e da apneia do sono, obstrução nasal, sinusite crônica, adenoides e amígdalas, em adultos e crianças. Membro da ABORL-CCF e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Vila Nova Star e São Luiz.

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  • Desvio de Septo

    Desvio de Septo

    Você se acostumou a respirar mal!

    O desvio de septo nasal é uma condição comum que afeta a parede interna do nariz, responsável por dividir as cavidades nasais.
    Essa estrutura, conhecida como septo, quando desalinhada, pode comprometer a passagem do ar, levando a uma série de desconfortos que impactam o dia a dia de forma sutil, mas persistente.
    Muitos pacientes chegam ao consultório sem perceber a gravidade do problema, pois o corpo se adapta ao longo do tempo, normalizando uma respiração inadequada que poderia ser muito melhor. O desvio costuma vir acompanhado do aumento dos cornetos.

    Desvio de Septo
    Desvio de Septo

    Sintomas da Obstrução Nasal

    Os sintomas da obstrução nasal causados pelo desvio de septo são variados e frequentemente subestimados. A principal manifestação é a dificuldade para respirar pelas narinas, especialmente de um lado, o que pode se agravar durante resfriados ou em ambientes secos, resultando em uma sensação constante de nariz entupido.

    Outros sinais incluem roncos noturnos, preferência por dormir de um lado específico para facilitar a respiração e até uma maior percepção do ciclo nasal natural, onde uma narina parece mais obstruída que a outra em momentos alternados. Esses desconfortos podem evoluir para dores faciais leves ou pressão nos seios paranasais, afetando a qualidade do sono e a disposição diária.

    Um corpo acomodado ao respirar pela boca!

    Um aspecto importante é que muitas pessoas se acostumam a respirar mal ao longo dos anos e nem percebem o quanto isso limita sua vitalidade. O que começa como uma leve congestão pode se tornar rotina, levando a uma dependência da respiração bucal que resseca a boca, favorece cáries e até altera a estrutura facial em casos prolongados. Essa adaptação mascara o problema, mas ao longo do tempo, revela-se prejudicial, especialmente para quem busca um estilo de vida ativo e saudável.

    Homem com dificuldade de respirar
    Homem com dificuldade de respirar

    Riscos do desvio de septo

    Entre os riscos associados, destacam-se as infecções recorrentes, como sinusites crônicas, decorrentes da drenagem inadequada dos seios paranasais. O desvio impede o fluxo normal de muco e ar, criando um ambiente propício para bactérias e inflamações que causam dores de cabeça intensas, fadiga e febres repetidas. Sem correção, essas infecções podem se tornar crônicas, impactando não apenas a saúde nasal, mas também a imunidade geral e o bem-estar emocional.

    O tratamento é menos complicado do que você imagina

    A boa notícia é que a cirurgia de correção, chamada septoplastia, oferece uma solução eficaz e para o problema. Realizada por especialistas em otorrinolaringologia, o procedimento reposiciona o septo para restaurar o equilíbrio nasal, melhorando imediatamente a respiração e reduzindo os riscos de complicações.

    No consultório do Dr. José Eduardo Marcondes, adotamos técnicas modernas que eliminam o uso de tampão nasal pós-operatório, evitando desconfortos como sangramentos, infecções e a sensação de obstrução total que acompanhava procedimentos antigos. Com suturas precisas e quilting septal ( suturas transfixantes) , os pacientes experimentam uma recuperação mais rápida e confortável, muitas vezes retornando às atividades em poucos dias.

    Fique atento

    Se você reconhece esses sintomas em sua rotina ou deseja uma avaliação personalizada, agende uma consulta no Dr. José Eduardo Marcondes. Com mais de 20 anos de experiência atendendo um público exigente nos melhores endereços de São Paulo e Alphaville, o doutor oferece um atendimento diferenciado, focado em resultados naturais e duradouros que elevam sua qualidade de vida. Entre em contato pelo WhatsApp para mais informações e marque sua avaliação hoje.

    Correção do desvio de septo com septoplastia

    Dr. José Eduardo Marcondes, médico otorrinolaringologista, CRM-SP 107.711, RQE 43.840. Este conteúdo é informativo, não substitui a consulta médica e não dispensa a conduta definida pelo seu médico.

    Sobre o autor

    Dr. José Eduardo Marcondes

    Médico Otorrinolaringologista · CRM-SP 107.711 · RQE 43.840

    Formado e residente pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), com mais de duas décadas de experiência. Focado no tratamento do ronco e da apneia do sono, obstrução nasal, sinusite crônica, adenoides e amígdalas, em adultos e crianças. Membro da ABORL-CCF e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Vila Nova Star e São Luiz.

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  • O que são os cornetos nasais?

    O que são os cornetos nasais?

    O corneto nasal é uma estrutura óssea revestida por mucosa localizada na parede lateral do nariz, responsável por aquecer, umidificar, filtrar e direcionar o ar que respiramos. Essas funções são essenciais para uma respiração eficiente e confortável no dia a dia.

    Também chamado de concha nasal ou turbina, o corneto faz parte da cavidade nasal e é composto por osso recoberto por mucosa respiratória.

    Normalmente existem três cornetos de cada lado (inferior, médio e superior) e, em algumas pessoas, pode haver um quarto, chamado supremo.

    Como eles ajudam na respiração?

    O formato aerodinâmico dos cornetos nasais direciona o fluxo de ar dentro do nariz, favorecendo uma passagem de ar estável e silenciosa. Parte desse fluxo é conduzida para os seios da face e para a região olfatória, permitindo a percepção dos cheiros.

    Os “andares” do nariz

    Os cornetos dividem a cavidade nasal em meatos, conhecidos como “andares” do nariz: inferior, médio e superior. No meato inferior, o corneto inferior, mais volumoso e com rica rede vascular, modula o ciclo nasal e participa do aquecimento e da umidificação do ar, além de abrigar o ducto nasolacrimal, por onde drenam as lágrimas. Ou seja, as nossas lágrimas drenam para o nariz, por isso quando choramos o nariz fica congestionado.

    O meato médio abriga as aberturas dos seios da face e tende a acumular secreção nas infecções, sinusites e processos alérgicos.

    No meato superior está presente o nervo olfatório, responsável pelo nosso olfato. Uma pequena parte do ar que respiramos chega nessa região.

    Quando os cornetos nasais aumentam?

    Diversas condições podem levar ao aumento (hipertrofia) dos cornetos e causar obstrução nasal, como:

    • Rinites – promove uma inflamação cronica na mucosa
    • sinusites de repetição – os processos infecciosos também levam a uma inflamação persistente da mucosa
    • irritantes ambientais – poluentes como enxofre, ozônio, partículas de fumaça, entre outros
    • alterações anatômicas – como desvio de septo, poliposes, aumento da adenoide
    • vasculares – a rinite vasomotora tambem promove uma aumento dos cornetos

    Em adultos, o aumento dos cornetos frequentemente se associa ao outras situações, especielmente desvio de septo, sendo essa associação uma das principais causas de nariz entupido crônico.

    Ilustração da anatomia da cavidade nasal mostrando os cornetos nasais

    Consequências do aumento dos cornetos

    Como vimos , cada andar do nariz é responsável por uma função, e o aumento dos cornetos nasais vai atrapalhar cada uma delas. O sintoma mais comum desse aumento é a obstrução nasal, que acontece quando o “andar inferior”esta obstruído. Quando o “segundo andar”conhecido como meato médio é afetado o principal sintoma está relacionado as doenças dos seios da face, mais especificamente a sinusite crônica. Já o “terceiro andar”, o meato superior vai levar a diminuição do olfato.

    Além da obstrução, a hipertrofia dos cornetos pode contribuir para ronco, apneia do sono e queda da qualidade de vida respiratória. Sensação de nariz sempre congestionado, necessidade de respirar pela boca e piora noturna são queixas comuns que justificam avaliação especializada.

    Tratamento clínico

    A primeira linha de cuidado busca reduzir inflamação e volume dos cornetos com sprays nasais de corticoide e antialérgicos, conforme a indicação do otorrinolaringologista. A lavagem nasal com solução salina complementa o controle de sintomas, e descongestionantes devem ser usados com cautela e por tempo limitado para evitar efeito rebote.

    Tratamento cirúrgico

    Quando os sintomas persistem ou há obstrução importante, indicam-se procedimentos como turbinoplastia (redução preservando a mucosa) ou turbinectomia (remoção parcial/total), definidos caso a caso. Frequentemente a cirurgia dos cornetos é associada à septoplastia quando há desvio de septo, visando ampliar a via aérea e manter a função mucosa.

    Quando consultar

    Obstrução nasal persistente, piora do sono, ronco ou baixa resposta a tratamentos caseiros são sinais para procurar um otorrinolaringologista e discutir opções personalizadas, das medidas clínicas à cirurgia funcional.

    Em São Paulo ou Barueri, marque uma avaliação especializada para ajudar a definir a melhor estratégia para respirar melhor com segurança e conforto.

    Agende sua avaliação

    Para orientação individualizada e decisões terapêuticas embasadas, agende uma consulta com o Dr. José Eduardo Marcondes em São Paulo ou Barueri e conheça as abordagens que podem restaurar o fluxo nasal com preservação da função. Respiração eficiente e qualidade de vida caminham juntas quando conhecimento técnico e empatia trabalham em harmonia.


    Dr. José Eduardo Marcondes, médico otorrinolaringologista, CRM-SP 107.711, RQE 43.840. Este conteúdo é informativo, não substitui a consulta médica e não dispensa a conduta definida pelo seu médico.

    Sobre o autor

    Dr. José Eduardo Marcondes

    Médico Otorrinolaringologista · CRM-SP 107.711 · RQE 43.840

    Formado e residente pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), com mais de duas décadas de experiência. Focado no tratamento do ronco e da apneia do sono, obstrução nasal, sinusite crônica, adenoides e amígdalas, em adultos e crianças. Membro da ABORL-CCF e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Vila Nova Star e São Luiz.

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  • Sinusite Crônica: Causas, Tratamento e Prevenção

    Sinusite Crônica: Causas, Tratamento e Prevenção

    O que são os seios da face

    Os seios da face são cavidades aéreas nos ossos ao redor do nariz (maxilares, frontais, etmoidais e esfenoidais), revestidas por mucosa que produz muco para filtrar, umidificar o ar e proteger as vias aéreas. Além da função protetora, atuam como câmaras de ressonância da voz e ajudam a reduzir o peso dos ossos da face; quando a drenagem mucosa se obstrui, instala-se o ciclo de inflamação e infecção típico da rinossinusite.

    Sinusite Aguda x Sinusite crônica: a diferença essencial

    Rinossinusite aguda geralmente acompanha resfriados, dura até 4 semanas e, na maioria das vezes, resolve com medidas de suporte; quando há piora após 5 dias ou persistência além de 10 dias, considera-se forma não viral.

    A forma crônica, preferencialmente chamada de rinossinusite crônica, persiste por mais de 12 semanas, com sintomas como obstrução nasal e secreção, podendo incluir pressão facial e redução do olfato, com confirmação por endoscopia e, quando indicado, tomografia.

    Principais causas e fatores associados

    • Inflamação sustentada da mucosa por alergias, infecções virais, bacterianas ou fúngicas pode iniciar e perpetuar o quadro crônico.
    • Alterações anatômicas, como desvio de septo e estreitamentos do meato médio, comprometem ventilação e drenagem, favorecendo recorrência.
    • Pólipos nasais e condições imunológicas contribuem para obstrução mecânica e inflamação tipo 2, aumentando a resistência ao tratamento isoladamente clínico.

    Sintomas que merecem atenção

    Obstrução/congestão nasal e descarga anterior ou gotejamento pós-nasal são eixos do diagnóstico; redução do olfato e pressão/dor facial são frequentes.

    Tosse noturna pode predominar, especialmente pela secreção que escorre para a via aérea, e a fadiga é comum em quadros prolongados.

    Diagnóstico preciso e personalizado

    A avaliação começa por história clínica detalhada e rinoscopia/endoscopia nasal, que documenta inflamação, secreção purulenta, edema ou pólipos. Tomografia computadorizada é indicada quando o tratamento clínico inicial falha, para mapear doença e orientar abordagem cirúrgica quando necessária.

    Tratamento clínico estruturado

    • Corticoide intranasal diário e irrigação salina hipertônica ou isotônica compõem a base para reduzir edema e biofilme e melhorar a depuração mucociliar.
    • Em exacerbações bacterianas, antibióticos orais podem ser considerados; em casos selecionados, curto curso de corticoide sistêmico auxilia no controle da inflamação.
    • Anti-histamínicos e controle de comorbidades alérgicas e asmáticas otimizam resultado e reduzem recidivas; uso de descongestionantes tópicos deve ser criterioso para evitar efeito rebote.

    Quando a cirurgia é indicada

    A cirurgia endoscópica funcional dos seios da face é indicada quando há refratariedade ao tratamento clínico otimizado, presença de pólipos extensos ou obstruções anatômicas significativas.

    Evidências mostram melhora robusta de sintomas, qualidade de vida e achados objetivos após a cirurgia; ainda assim, manutenção com terapias tópicas segue essencial para controle de longo prazo.

    Papel dos imunobiológicos nos pólipos

    Em rinossinusite crônica com pólipos e inflamação tipo 2, imunobiológicos como anti-IgE e anti-IL-4/13 podem reduzir volume polipoide, secreção e necessidade de reoperações em perfis adequados.

    Estratégias combinando cirurgia endoscópica e biológicos têm mostrado benefício complementar, com melhora sustentada em sintomas e na endoscopia.

    Cuidados diários e prevenção

    Irrigação nasal com solução salina e uso correto de corticoides tópicos reduzem crises e mantêm a mucosa saudável ao longo do tempo.

    Controle de alérgenos, hidratação, vacinação contra influenza e umidificação ambiental em períodos secos minimizam exacerbações sazonais.

    Quando marcar consulta especializada

    Persistência de sintomas por mais de 12 semanas, perda de olfato, múltiplas crises anuais ou piora após terapias usuais justificam avaliação com otorrinolaringologista para endoscopia e plano personalizado.

    Em São Paulo, uma abordagem integrada (diagnóstico rigoroso, tratamento clínico otimizado e, quando necessário, cirurgia endoscópica) oferece alívio consistente e recupera a qualidade de vida de forma segura e previsível.

    Dr. José Eduardo Marcondes, médico otorrinolaringologista, CRM-SP 107.711, RQE 43.840. Este conteúdo é informativo, não substitui a consulta médica e não dispensa a conduta definida pelo seu médico.

    Sobre o autor

    Dr. José Eduardo Marcondes

    Médico Otorrinolaringologista · CRM-SP 107.711 · RQE 43.840

    Formado e residente pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), com mais de duas décadas de experiência. Focado no tratamento do ronco e da apneia do sono, obstrução nasal, sinusite crônica, adenoides e amígdalas, em adultos e crianças. Membro da ABORL-CCF e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Vila Nova Star e São Luiz.

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